Estudo dirigido de patrimônio cultural no mundo moderno acrescentar marcadores)

A partir da leitura atenta e refletida dos textos de referência selecionados para nortear
a discussão, o aluno, ou grupo de alunos, deverá responder e refletir sobre as seguintes
questões:
1) Em suas respectivas reflexões sobre o campo do patrimônio cultural os
antropólogos José Reginaldo Gonçalves dos Santos e Regina Abreu nos apresentam
alguns dos pressupostos semânticos que a categoria do patrimônio cultural adquire nos
contextos contemporâneos. A partir das perspectivas dos autores é apresentada uma
divisão operacional que se efetua sobre a categoria do patrimônio a partir de
abordagens que estabelecem seu foco por sobre os aspectos materiais dos bens culturais
e outros enfoques que valorizam as diferentes manifestações culturais a partir de suas
características intangíveis, ou imateriais. A partir de seu ponto de vista e embasado nas
perspectivas dos autores conceitue: a) o que vem a ser patrimônio cultural material; b) o
que caracteriza a categoria de patrimônio imaterial; c) A partir destas conceituações
qual a sua perspectiva em torno desta divisão? Quais aspectos distanciam e aproximam
as categorias do patrimônio cultural material e imaterial?
R: A) Patrimônio imaterial é aquele tecido de significações que permeiam as relações, e
que a partir dela vemos o mundo. O símbolos, os signos e também as imediatas considerações
que moldam nossa visão de mundo, de realidade, de verdade, do que há de ser considerado.
Estas considerações decolam dos mesmos meios pelos quais ela se estabelece, e nesse jogo de
imaterialidades patrimoniais são os valores que nos ferem. Tenho como patrimônio imaterial,
portanto, algo que vai muito além do que as palavras possam conjurar, a latência do
entendimento.
B) O que realmente caracteriza essa categoria são em si as manifestações, através de seu
aparato simbólico latente, É o que é sentido e transmitido através do fazer, das
comemorações, das rememorações.
C) Eu entendo que tudo é carregado de uma significação imaterial, ou seja, todas as
manifestações sejam elas objetos, técnicas, ou eloquências. Diante de uma visão
pós-modernista em que as transições são a essência do que não se pode objetivar, a categoria
imaterial é exatamente a conjectura fenomenologista do material, do físico, do tangível. Hora pelos símbolos, hora por suas significações é tudo aquilo que preenche.

REFERÊNCIA:
GONÇALVES, J. R. S. O patrimônio como categoria de pensamento. In:
Memória e Patrimônio: ensaios contemporâneos (orgs.) CHAGAS, Mario; ABREU,
Regina. Rio de Janeiro, 2003.
SANTANNA, M. A face imaterial do patrimônio cultural: os novos instrumentos de
reconhecimento e valorização. In: Memória e Patrimônio: ensaios contemporâneos (orgs.)
CHAGAS, Mario; ABREU, Regina. Rio de Janeiro, 2003.

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